Biografia

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, cidade onde cresceu e que mantém como residência. Licenciou-se em Gestão de Empresas na Universidade Católica do Porto, em Setembro de 1992, fazendo parte da primeira "fornada" de licenciados deste curso. Durante os anos da Universidade frequentou também a Escola de Jazz do Porto. Depois de uma breve passagem pelo mundo da Gestão de Empresas, em Abril de 1993 começou a viajar e a escrever sobre viagens de forma profissional. Tem dez livros publicados e assinou três documentários de viagens para a RTP2. Organiza e acompanha mini-tours pelo globo em colaboração com a agência PLV (www.pintolopesviagens.com).

Jornalismo de Viagens

Gonçalo Cadilhe publicou a sua primeira reportagem de viagens, dedicada ao México, no número de Fevereiro de 1992 da extinta revista Grande Reportagem, dirigida por Miguel Sousa Tavares.

Nos primeiros anos da sua carreira de "viajante profissional", para complementar financeiramente as receitas das esporádicas colaborações em algumas revistas portuguesas, extremamente mal pagas como seria de esperar, exerceu também as seguintes actividades: músico da banda de Claudia Pastorino no night-club "Sapore di Mare", Rapallo, Riviera Italiana (Primavera Verão 93); Vindimador no Médoc (chateau Lynch-Bages) e em Sauternes (Chateau Suduiraut) (outono 93); Operário não qualificado no estaleiro de iates Saint-Germain, em Lavagna, Itália (Inverno 94); Responsável pelas reservas hoteleiras na estância de ski de Madonna de Campiglio, Alpes Dolomites, Inverno 94-95; Empregado de mesa no famoso restaurante "Puny", em Portofino, Itália (Primavera-Verão 95).

A partir de 1996 dedica-se exclusivamente ao jornalismo de viagens. Ao longo destes anos colaborou, para além da já referida "Grande Reportagem", com o "Independente", com a "Elle", com a "Epicur", com o "Blitz", com o "Expresso" e com o programa da manhã da Antena 1. Actualmente GC escreve crónicas regulares no suplemento da Visão "Vida e Viagens", na "SurfPortugal" e na revista de surf brasileira "Hardcore".

Livros e documentários

Em Dezembro de 2002 inicia uma viagem à volta do mundo sem transporte aéreo que irá durar 19 meses, percorrerá 38 países e irá sendo publicada semanalmente, "em directo", no Expresso. Desse périplo resulta o livro "Planisfério Pessoal", editado em Maio 2005 pela Oficina do Livro, actualmente na oitava edição. Seguem "No principio Estava o Mar", recolha de crónicas sobre surf editadas na revista Surf Portugal (Dez. 2005, Prime Books, 3ª Edição; revisto e aumentado Dez 2011, Clube do Autor); contos de viagens eFotom "A Lua Pode Esperar" (Junho 2006, Oficina do Livro, 6ª edição); e "África Acima" (Maio 2007, Oficina do Livro, 7ª edição), que recolhe as reportagens de uma travessia terrestre de 8 meses desde o extremo sul ao extremo norte do continente africano.

Este livro encontra-se inserido no Plano Nacional de Leitura. Em 2007 GC percorre os lugares da vida de Fernão de Magalhães, resultando desse projecto um documentário de 8 episódios para a RTP2, cuja autoria é da total responsabilidade do autor, e o livro "Nos Passos de Magalhães" (Maio 2008, Of. Livro 4ª edição, inserido no PNL). Em Junho 2008 arranca para uma nova longa viagem à volta do mundo cujo intuito é o de celebrar o ano dos seus 40 anos e provocar um ponto de reflexão, um momento de "pausa" para olhar o passado e tentar imaginar um futuro que lhe seja compatível. Em Dezembro de 2008, com o autor fora do país, sai uma compilação das suas histórias de viagem preferidas, "Tournée" (Dez 2008, Of. Livro, 3ª edição). Ao longo desse périplo recolhe material para um próximo documentário para a RTP2, "Geografia das Amizades" que é transmitido em 10 episódios ao domingo ao fim da tarde durante o Verão de 2010; e escreve o livro "1 KM de Cada Vez" (Nov 2009, Of. Livro), presentemente na quinta edição.

Durante 2010, ano em que se celebraram os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, Gonçalo Cadilhe dedica-se à produção de um novo documentário para a RTP2 sobre a vida e a obra do autor da Peregrinação. Emitido em dois episódios nos dias 12 e 13 de Dezembro, "Nos Passos de Fernão Mendes Pinto" foi filmado em vários países da Ásia e contou com a participação de alguns dos académicos portugueses mais instruídos na vida, obra e personalidade de Mendes Pinto.

Em 15 de Dezembro 2010 sai "O Mundo É Fácil – Aprenda a viajar com Gonçalo Cadilhe", livro-manual para viajantes independentes onde o autor partilha a experiência de 20 anos "on the road" com o leitor que sonha em partir. Em menos de um mês o livro alcança a segunda edição.

Em Julho de 2011 sai "Encontros Marcados", uma forma mais intimista e serena de escrever sobre uma vida de viagens, e também uma aposta a nível profissional com a nova editora Clube do Autor. No mês de Dezembro Gonçalo Cadilhe recupera um título que se encontrava fora das prateleiras, "No Principio Estava o Mar", e lança uma nova edição, revista e aumentada, com o Clube do Autor. Pela Oficina do Livro sai um projecto diferente e de certa forma complementar com o "O Mundo é Fácil", trata-se de uma agenda para viajantes, uma espécie de livro em branco cuja viagem narrada será a do próprio viajante.

Em Julho de 2012 sai "Um Lugar Dentro de Nós", conjunto de textos que vagueiam entre a crónica, o ensaio, a reportagem, o diário e a memória. Alguns textos foram retirados da coluna habitual do autor "Geografia das Amizades" na Visão, outros são absolutamente inéditos e com uma pesquisa decidida por novas formas de expressão literária.

Em Julho 2104 a publicação de “Passagem para o Horizonte” — a narração de uma volta ao mundo de um ano que coincide com o aniversário dos 40 anos do autor — salda uma dívida para com um sonho antigo e reafirma o sonho de vida que tem levado: viajar e escrever. Um concentrado de mais de duas décadas a tratar as estradas do globo por tu.

Biografias de Contracapa e Badana

"Planisfério Pessoal" (Maio 2005)
Ao longo de uma deliciosa carreira que não o levou ainda a lado nenhum, para sua grande felicidade, excepto aos lugares mais remotos do planeta, continua a guiar a sua actividade literária pelo princípio sagrado de escrever para comer. E para pagar a próxima viagem. Ou a anterior, se ainda estiver com saldo negativo no banco. Para além do cansaço que lhe custou escrever este livro, também gosta de se cansar por um bom copo de vinho, uma guitarrada com amigos, o peso de um bom livro aberto e umas ondas de surf.

"África Acima" (Maio 2007)
…nunca usou relógio e vive como se cada minuto fosse mais importante que cada cêntimo.

"1 Km de Cada Vez" (Junho 2010)
Sem saber muito bem como se definir profissionalmente, reconhece no entanto um fio condutor a tudo o que faz na vida: o que quer que seja, é feito em viagem, pelos cantos mais espantosos do planeta.

"Encontros Marcados" (Julho 2011)
Em 2003-04 deu uma volta ao mundo sem aviões, em 2007 outra seguindo a rota de Fernão de Magalhães e em 2008, outra ainda para celebrar a sua entrada nos "enta", seguindo as suas ondas de sonho. Quando lhe perguntam qual a melhor viagem que já fez, responde sempre: "a próxima".

"Um Lugar Dentro de Nós" (Julho 2012)
Viajar pelo mundo e escrever sobre ele é a minha profissão. Sou um trabalhador dedicado e assíduo e em vinte anos nunca faltei um dia ao emprego. Tenho mais de 40 anos e amo Portugal — de preferência de longe e explicado a estrangeiros. Acredito no comboio, na bicicleta, no barco, na conversa, no copo de vinho e em outros meios de transporte que levam longe mas não têm pressa de chegar.
Nasci e cresci na Figueira da Foz, onde ainda hoje vivo com a minha mulher e o meu filho. Dito desta maneira, parece que nunca saí da minha cidade. Não é verdade, mas mesmo que fosse bastavam algumas das reflexões que deixo neste livro para que me sentisse plenamente feliz com as viagens que nunca fiz.

“Passagem Para o Horizonte” (Julho 2014)
Tenho mais de 40 anos e poucas certezas na vida — como tal, gosto de questionar tudo o que me parece seguro e adquirido. Também por isso viajo: dá-me distância e perspectiva para relativizar todas essas coisas que se dizem, do género, “a comida portuguesa é a melhor do mundo” ou “Deus escreve direito por linhas tortas”. Este não é o meu primeiro livro, nem de perto nem de longe. Talvez por isso insista tanto em desmitificar o glamour da viagem e a ideia romântica que se tem do viajante.

Setembro 2014